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>> Estudos e Modelagem Malhas Aterramento Sist. Fotovoltaicos [Solo]

        As plantas de geração fotovoltaica abrangem uma grande variedade de instalações. No âmbito da CE 003:102.001 – Aterramentos Elétricos, do CB-3 – Comitê de Eletricidade da ABNT, existe a tendência de se adotar a seguinte classificação: Geradores fotovoltaicos e Usinas fotovoltaicas.

       Sendo geradores fotovoltaicos as plantas que atendem diretamente um consumidor, instaladas em coberturas de edificações ou de estacionamentos (residenciais, comerciais e industriais), ou no solo, em terrenos anexos a outras instalações.

       Usinas fotovoltaicas as plantas de geração dedicadas, de solo, compreendendo vários arranjos fotovoltaicos e interconectadas diretamente à rede de média-tensão de uma concessionária ou interligadas ao SIN (Sistema Interligado Nacional) por meio de uma subestação de alta-tensão, instaladas também em consórcio com outras plantas geradoras, seja junto a um parque eólico ou em uma represa de uma hidroelétrica (usinas fotovoltaicas flutuantes).

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MALHA.SFV

Normas de aterramento de usinas fotovoltaicas

      No âmbito da normalização internacional existe a norma IEC/TS 62738:2018 – Ground-mounted photovoltaic power plants – Design guidelines and recommendations, que aborda usina fotovoltaica de solo de grande porte, porém é omissa quanto ao sistema de aterramento.

       A norma norte-americana IEEE-2778-D4 – IEEE Guide for Solar Power Plant Grounding for Personnel Protection, aborda bem o tema, focando usina fotovoltaica de solo com mais de 5 MWp de potência instalada. Esta norma enfatiza bastante as diferenças entre os projetos de aterramento de uma usina fotovoltaica e de subestações, estas últimas regidas pela conhecida norma IEEE Std. 80.

       Atualmente o comitê de CE 003:102.001 – Aterramentos Elétricos, do CB-3 – Comitê de Eletricidade da ABNT, está trabalhando na elaboração de uma norma brasileira de aterramento de usina fotovoltaica de grande porte. 

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       A Norma destaca que o seu objeto principal é a proteção de pessoas com relação a faltas para à terra na rede elétrica da usina fotovoltaica. A falta para à terra mais crítica, do ponto de vista de segurança humana, é a que pode ocorrer no barramento de média ou alta-tensão da subestação da usina fotovoltaica. Neste aspecto é enfatizada a necessidade do controle dos potenciais de passo e de toque em toda a área da usina fotovoltaica.

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O sistema de aterramento de uma usina fotovoltaica é formado por uma malha de aterramento, usualmente de cabo de cobre nu [#50mm²] ou de aço-cobreado [#70mm²], que não tem o padrão reticulado da malha de uma subestação, e utiliza ao máximo as valas de cabos existentes. Um anel de aterramento no perímetro da usina fotovoltaica é mandatório. O projeto deste sistema de aterramento tem três objetivos básicos:

  • fornecer um caminho para a terra para correntes elétricas em geral, que podem ser cargas eletrostáticas, descargas atmosféricas ou faltas para a terra na rede de energia c.c./c.a.;

  • garantir o controle dos potenciais de passo e de toque em toda a área da usina fotovoltaica, quando da ocorrência de uma falta para a terra na subestação coletora;

  • promover a equipotencialização de todas as estruturas de trackers e de equipamentos (caixas de ligação, inversores, transformadores etc.) – onde o termo equipotencialização significa interligação, até porque é impossível a efetiva equipotencialização de um sistema de aterramento deste porte, mesmo em 60 Hz.

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Malha inicial de estudo [anel perimetral mandatório normativo]

      Com objetivo de analisar a elevação de potencial em todos os pontos do sistema de aterramento, a análise resultante do anel perimetral

conforme figura abaixo da geometria da malha, pode ser observado os potenciais resultantes na figura abaixo [potenciais resultantes]:

anelmalhaFV
malhaFV

Potenciais resultantes

Geometria da Malha sistema FV

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            Com objetivo de redução dos potenciais, levando em considerações prescrições da Norma, foi reconsiderado uma nova geometria da malha, considerando os mesh's distanciados conforme prescrições da norma, a análise resultante da nova geometria da malha pode ser observado na figura abaixo, assim como pode ser observado os níveis de potenciais ainda mais baixo admissíveis resultantes abaixo:

Malha com nova modelagem [mesh normativo]

      Com objetivo de redução dos potenciais, em mesh's designados pela norma, a análise resultante da nova geometria da malha pode ser observado na figura abaixo, assim como pode ser observado os níveis de potenciais ainda mais baixo admissíveis resultantes na figura abaixo:

anelmechemalhaFV

Geometria da Malha sistema FV

malhaFV2

Potenciais resultantes

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      Todos os locais do sistema ficaram com a faixa de cores entre azul escuro e verde escuro, esses potenciais estão dentro do admissível de toque. Quanto aos potenciais de passo, nenhum local dentro do perímetro da usina oferece perigo quanto a elevação de potenciais.

      Os locais em que os potenciais de toque ficaram acima do admissível não possuem nada para ser tocado. Portanto a geometria apresentada segue todos os requisitos de segurança, que na tentativa de uma redução de eletrodos e deixar um sistema seguro foi proposto um sistema com o mínimo exigido pelas normativas vigentes.

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